O real propósito da interface Value, como foi dito, é facilitar a comunicação entre o banco de dados e a aplicação. O Diana, por padrão, suporta os tipos comuns existentes na plataforma Java como os tipos primitivos, Wrappers, a nova API de time, etc. Além desses tipos nativamente suportados também é possível criar os seus próprios convetores de maneira transparente. Para isso ele possui duas interfaces:
ValueWriter: Essa interface representa como uma instância de Value será escrita dentro do banco de dados.
ValueReader: Essa interface representa como o valor será lido para ser lido dentro da aplicação Java. Por padrão, o método <T> T get(Class<T> clazz) e suas derivações, T get(TypeSupplier typeSupplier), utilizam essas implementações para realizar essa conversão.
Ambas as interfaces são carregadas a partir do ServiceLoader do Java SE. De modo que, basta seguir exatamente o mesmo princípio já existente no mundo Java. Para facilitar o entendimento, criará um converter para o seguinte tipo.
Com o intuito é criar um simples converter foi utilizado a criação dessa simples representação Monetário. Como se sabe que não é uma boa prática reinventar a roda, em sua aplicação utiliza APIs mais maduras como o moneta que é a implementação de referência da money-api, JSR 354.
O primeiro passo é a criação da classe que realizará a conversão do tipo para o banco de dados, o ValueWriter. Ele possui dois métodos:
boolean isCompatible(Class clazz): Verifica se a implementação suporta a conversão para esse tipo de classe.
S write(T object): Uma vez definido que a implementação está apta para realizar a conversão, o próximo passo é realizar a conversão de uma instância T para o tipo desejado S.
Uma vez o valor definido dentro do banco de dados o próximo passo é realizar a leitura dessa informação para a aplicação. Para isso é necessário ter uma especialização do ValueReader. Assim, como o ValueWriter ele possui dois métodos:
boolean isCompatible(Class clazz); Verifica se a implementação está apta para realizar a leitura do tipo desejado.
<T> T read(Class<T> clazz, Object value); Uma vez compatível, o próximo passo é realizar a operação de leitura para a classe algo T a partir do objeto origem.
Uma vez criado as implementações o próximo passo é cadastrar as implementações de leitura e escrita. Para isso, é necessário criar dois arquivos: